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Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

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Formação do Granizo

Mäyjo, 25.05.20

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O granizo é um fenómeno caracterizado pela precipitação de água no estado sólido, ou seja, em forma de gelo. Essas partículas apresentam tamanhos e pesos variados.
O granizo é formado nas nuvens do tipo cumulonimbus, que se desenvolvem verticalmente e atingem grandes altitudes. Gotículas de água formam essas nuvens e, em seguida, são congeladas devido às condições térmicas (temperaturas inferiores a 0° C). Nesse momento, as partículas de granizo são formadas e, devido às fortes correntes de ar, deslocam-se, o que proporciona o aumento das “pedras de gelo”. Ao atingirem um peso suficiente para superar as correntes de ar, ocorre a precipitação de granizo.


Fonte: Jornal O Diário

Porque esteve tanto frio há uns dias atrás?

Mäyjo, 01.02.15

... Porque a pressão atmosférica bateu recorde com valores ao nível da Sibéria

A pressão atmosférica em Portugal atingiu, nas primieras semanas de janeiro dias valores muito acima do normal. O extremo absoluto, com valores ao nível da Sibéria e do Alasca, foi alcançado no dia 9 de janeiro, sexta-feira.
 
Pressão atmosférica bateu recorde com valores ao nível da Sibéria
FOTO IPMA
 

De acordo com um comunicado divulgado no dia 15, quinta-feira, pelo Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), a Península Ibérica e a região Atlântica adjacente esteve, desde o dia 16 de dezembro, sob influência de um anticiclone de bloqueio, que faz elevar a pressão atmosférica.

No dia 9, com o núcleo do anticiclone localizado entre Bragança e Salamanca, registou-se, às 10 horas, em Bragança e em Chaves, 1050,3 hPa de pressão ao nível médio do mar, sendo o valor mais elevado de pressão atingido na rede de estações meteorológicas do IPMA.

Citado pela TSF, Pedro Viterbo, diretor do Departamento de Meteorologia e Geofísica do IPMA, explica que a pressão atmosférica pode definir-se, de uma forma simples, como "o peso do ar que está em cima de nós".

O especialista do IPMA explicou, ainda, que os valores altos de pressão têm sido registados em quase todo o continente, acima dos 1040 hPa. Este é um valor muito invulgar em Portugal, mas comum na Sibéria ou no Alasca.

Apesar dos valores terem diminuído desde o final da semana passada, quando foi atingido o pico de pressão, os valores continuam "muito elevados" durante estes dias e só deve voltar aos valores normais no início da próxima semana.

O QUE É CHUVA DE GRANIZO

Mäyjo, 23.01.15

:cold: O que determina o tamanho das pedras de granizo?

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As pedras formam-se dentro de nuvens de tempestade chamadas cúmulos-nimbos. No interior dessas nuvens existem correntes de ar subindo e descendo com velocidades entre 30 e 80 quilómetros por hora. Nas correntes ascendentes formam-se gotículas de água que crescem por causa dos choques entre si. Essas correntes atingem a altura aproximada de 10 quilómetros ou mais, onde a temperatura é menos que zero graus. Então, as gotas congelam na forma de pequenas pedras, que tendem a cair. Mas só conseguem atingir o solo se a sua velocidade de queda for superior à velocidade da corrente de ar ascendente que as empurra para cima. Enquanto isso não acontece, elas continuam subindo até que os sucessivos choques com gotículas de água ou cristais de gelo aumentem seu tamanho e seu peso. “Assim, quanto maior a velocidade do ar que sobe, maior será o tamanho do granizo que chega ao chão. Se for muito pequeno, o granizo provavelmente vai derreter ao atingir as camadas menos frias da atmosfera e cairá em forma de chuva.

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As nuvens de granizo precisam de calor e humidade para se formar.

Com tempo normal, o ar quente - mais leve que o frio - sobe e carrega o vapor de água da atmosfera. A 1 quilómetro do chão, o vapor arrefece e forma as finíssimas gotas que compõem uma nuvem. Nessas condições de tempo, a nuvem não cresce muito e provoca, no máximo, chuviscos. O oposto ocorre quando o tempo está bem quente e húmido, fazendo grandes massas de ar, cheias de vapor, subirem. Ao arrefecerem, elas dão origem a enormes nuvens de tempestade em forma de bigorna, chamadas cúmulos-nimbos, que atingem altitudes de até 15 quilómetros e podem trazer tempestades fortes, incluindo granizo

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Quando o vento é intenso, apenas as nuvens de tempestades fortes sobrevivem. Sozinha, uma nuvem de tempestade não é garantia de granizo. Quando os ventos são fracos e sua velocidade não aumenta com a altitude, os cúmulos-nimbos não se desenvolvem por completo. Pode ocorrer chuva forte, mas raramente há destruição. Rajadas de vento de velocidade crescente nas altas altitudes desmancham as nuvens menores. Só sobrevivem os cúmulos-nimbos espessos. Formados por poderosas correntes de ar quente e húmido, eles trazem relâmpagos, granizo e até tornados.

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Dentro da nuvem, a pedra de granizo vai ganhando peso até cair. As nuvens de tempestades fortes contêm em seu interior correntes de ar que sobem e descem. O ar quente empurra para cima as gotas de água que formam a nuvem. Quando elas atingem a altura de 5 quilómetros (onde a temperatura é inferior a 0ºC), congelam e viram pedras, que tendem a cair. Nesse sobe-e-desce, o granizo choca com outras gotas e cristais de gelo e vai aumentando de tamanho. Quando o seu peso é suficiente para vencer o ar quente que a sopra para cima, a pedra cai.

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Granizo não é gelo puro. Enquanto ganha tamanho, a pedra atravessa várias vezes a barreira de 0ºC. Por mudar de estado, é formada por camadas intercaladas de água líquida e cristais de gelo.

Granizo é precipitação de gelo transparente ou translúcido, de tamanho igual ou inferior a 5 mm. Podem ser esféricos, irregulares e por vezes cónicos.

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Por vezes podem ocorrer quedas significativas de granizo a ponto de acumular muitos centímetros e ser confundida com neve. Em Portugal temos uns exemplos notáveis como por exemplo as quedas de granizo (e saraiva) a 11 de Abril 2007 em Algueirão-Mem Martins e a 19 de Abril de 2007 em Oliveira de Frades

A Saraiva é precipitação sólida de gelo em forma esférica ou irregular, composta por várias camadas que se foram acumulando por por acreção. O tamanho oscila entre os 5 e os 150mm, sendo que estas últimas muito grandes se formam apenas em trovoadas excepcionalmente severas, raras em Portugal. Contudo nas grandes trovoadas de Primavera e Verão nalguns anos forma-se saraiva de tamanho assinalável, de 50 ou 60mm (6cm) ou mais, sobretudo em Trás-os-Montes. A maior pedra de Saraiva medida até hoje nos EUA tinha 178mm (17.8cm)

 

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